sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cana ameaça sítio de fósseis no Estado de São Paulo

 
Fóssil do Baurusuchus Salgadoensis
 



O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de cinco dias para que técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) visitem, cerquem e façam a segurança de sítios paleontológicos da região noroeste do Estado de São Paulo, que estão sendo ameaçados por plantações de cana-de-açúcar. O prazo foi dado pelo procurador da República de Jales, Thiago Lacerda Nobre, que abriu investigação para levantar os efeitos nocivos da monocultura da cana nessas áreas.Os sítios ficam nos municípios de General Salgado, Auriflama e São João de Iracema, onde, em 2001, pesquisadores encontraram o crânio do Baurusuchus salgadoensis, um crocodilo que viveu há 90 milhões de anos na região e agora, reconstituído inteiramente, faz parte de um dos mais importantes acervos da paleontologia brasileira.O mérito pela descoberta foi do estudante Clésio Felício, então com 13 anos. Há cerca de 20 anos, ele caminhava numa estrada de General Salgado quando encontrou um dente serrilhado: era a primeira peça do quebra-cabeça paleontológico que levou os cientistas à região.
De acordo com Nobre, o cultivo da cana estaria colocando em risco os cemitérios de fósseis e comprometendo novas descobertas. Em alguns casos, as plantações estão a menos de 50 metros de distância dos cemitérios de fósseis. Segundo os pesquisadores, o manejo do solo para preparação e plantio da cana e o tráfego de máquinas pesadas podem destruir os fósseis e mudar o trajeto das águas de chuva, causando erosões nos jazigos. "Além disso, há informações de que fósseis estariam sendo retirados por curiosos", disse. Nobre também acionou as prefeituras dos três municípios para saber quais ações elas tomaram para proteger os sítios. "A proteção do patrimônio arqueológico deve ser feito pelas três esferas, União, Estado e municípios."

Chico Siqueira

 
Infelismente é uma realidade do nosso país, o descaso com nossos patrimônios, falta investimento do governo em conscientização cultural. Como a sociedade brasileira vai proteger seu patrimônio, se na visão dela não é importante? Tudo começa no número de proficionais formados em Arqueologia, Antropologia e Antropologia, ciências de grande importância para a construção do conhecimento da evolução das espécies e do próprio Homem. Quantas universidades oferecem tais cursos? Muitas vezes são apenas disciplinas da grade curricular do curso de História. Essa não é apenas uma realidade do campo, mas também dos centros urbanos. Quantos projetos urbanos são especionados por pesquizadores? Vários sítios arqueológicos são destruídos ou depredados, os fósseis acabam no mercado negro e são apresentados em exposições fora do país. A pré-história é um quebra cabeça a ser montado e cada fóssil é uma dessas peças, se uma se perde, fica um espaço vazio e o conhecimento incompleto. Resgatar o cientista que há dentro de nós é contribuir para a solução desse ministério chamado EVOLUÇÃO.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

 Lula visita Cuba: o encontro de dois mitos da história política da América.

É um fato histórico esse encontro entre Lula e os irmãos Castros, mesmo que os seus críticos não suportem a idéia, mas Fidel construiu um país socialista livre da influência norte america, um país livre do analfabetismo e ainda mais, com uma das mais eficientes biotecnologia do mundo. O outro, Lula, deu ao Brasil o status de grande potência mundial, protetor da Amárica Central e Sul, pela ONU. Um Brasil que empresta dinheiro aos americanos, onde e quando poderíamos imaginar tudo isso. Temos um presidente socialista, governando um país capitalista, também livre da influência americana... Soberano... Independente. Visitem o site abaixo e conheçam um pouco mais desta História Viva e Presente.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1504037-5601,00.html

Hominídios Navegantes

Os Navegantes da Ilha de Creta



Novas descobertas arqueológicas apotam que migrações pelo Mediterrâneo iniciaram por volta de 130 mil a. C., o que podem mudar as teorias existentes sobre as migrações humanas no período da pré-história.
"Seres humanos em estágio inicial de evolução, ou até mesmo seus antepassados pré-humanos, podem ter saído ao mar muito antes do que qualquer pesquisador imaginava. É essa a surpreendente conclusão a que descobertas feitas nos dois últimos anos na ilha de Creta parecem conduzir.
Algumas ferramentas de pedra encontradas lá, dizem arqueólogos, têm pelo menos 130 mil anos de idade e são consideradas como fortes indícios das primeiras atividades de navegação como Mediterrâneo; as descobertas podem resultar em uma reavaliação das capacidades marítimas de culturas pré-humanas.
Creta é uma ilha há mais de cinco milhões de anos, o que significa que os responsáveis pela produção das ferramentas devem ter chegado a ela de barco. Assim, isso parece empurrar para 100 mil anos mais cedo do que se imaginava a história das travessias do Mediterrâneo, dizem especialistas em arqueologia da Idade da Pedra. As descobertas anteriores de artefatos mostram que pessoas haviam chegado a Chipre, algumas das demais ilhas gregas e possivelmente à Sardenha há no máximo 10 ou 12 mil anos.
A mais antiga travessia marítima já registrada e confirmada foi a do Homo sapiens anatomicamente moderno para a Austrália, iniciada cerca de 60 mil anos atrás. Também existe uma corrente sugestiva de indícios, especialmente esqueletos e artefatos encontrados na ilha de Flores, Indonésia, sobre a possibilidade de jornadas marítimas para novos habitats empreendidas por hominídeos anteriores.
Ainda mais intrigante é que os arqueologistas responsáveis pela descoberta das ferramentas em Creta tenham percebido que o estilo dos machados encontrados sugere que eles podem ter se originado 700 mil anos no passado. A conclusão talvez seja um tanto forçada, reconheceram, mas as ferramentas se assemelham à tecnologia de trabalho em pedra conhecida como acheulense, originada entre populações pré-humanas na África".   The New York Times / Tradução: Paulo Migliacci ME, 20/02/2010.

Essa descoberta mostra que as teorias das migrações entre os continentes não ocorreram apenas nas Eras Glacias, através do Estreito de Bering, mas também  pelo mares, utilizando pequenos barcos de uma ilha para a outra, consumindo suas reservas naturais. Embora, isso só pode ter ocorrido em pequenas distâncias, como é o caso das ilhas do Oceano Pacífico. Essa é uma História da Evolução Humana em contrução, faz parte dos mistérios de nossa origem e dos nossos caminhos no futuro da Humanidade.