sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Taças feitas de Crânios

Taças feitas de crânios são encontradas em caverna na Inglaterra

                                      
Os três crânios humanos, dois de adultos e um de uma criança, tiveram a pele cuidadosamente retirada e foram limpos com ferramentas de pedra. O tecido macio foi removido e provavelmente consumido, deixando uma taça bem moldada, talvez para uso em algum tipo de ritual. Essa não é a cena de um filme de terror. Paleoantropólogos britânicos relatam a descoberta dessas taças de caveira na edição atual da revista "PLoS One". As taças de 14,7 mil anos foram encontradas na Caverna de Gough, em Somerset, Inglaterra, e são as peças mais antigas desse tipo já encontradas, segundo análises de radiocarbono. "Isso mostra exatamente o grau de habilidade dessas pessoas em moldar o crânio, e também o fato de tudo ser um ritual bastante complexo", disse Silvia Bello, paleontóloga do Museu de História Natural de Londres e principal autora do estudo. Registros históricos já haviam revelado que outras sociedades humanas, como os Citas, uma comunidade indo-europeia de guerreiros nômades, usavam taças de caveiras para beber o sangue dos inimigos. E até o século 19, essas taças eram supostamente usadas em Fiji e outras ilhas da Oceania. Porém, evidências arqueológicas de taças de caveiras são raras. Os espécimes mais antigos remetem ao período Paleolítico Superior na Europa Oriental, de 12 a 15 mil anos atrás, embora nenhum desses artefatos tenha sido diretamente datado. "Mas o que vemos aqui na Caverna de Gough é muito diferente dos outros casos, onde talvez eles tenham matado o inimigo e guardado o crânio como troféu", disse Bello. "Isto parece mais como um ritual, talvez um funeral". Um conjunto das taças de caveira estará em exibição no Museu de História Natural de Londres durante três meses, a partir de 1º de março.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vandalismo no Egito


As autoridades arqueológicas recuperaram uma estátua do faraó Akhenaton (1361-1352 a.C) que foi roubada do Museu Egípcio durante os atos de vandalismo nos protestos contra o regime de Hosni Mubarak, informaram nesta quinta-feira em comunicado oficial.
O Ministério de Estado para os Assuntos das Antiguidades explica que um professor da Universidade Americana no Cairo entregou a estátua de Akhenaton ao departamento depois que seu sobrinho a encontrasse próxima de um contêiner de lixo na praça Tahrir, onde participava de uma das manifestações.
A estátua de calcário com sete centímetros de altura, fixada em uma base de alabastro, representa o rei vestindo a coroa azul, enquanto mantém uma mesa de oferendas.
Com a recuperação da escultura já são quatro as peças devolvidas ao museu, das oito antiguidades que foram roubadas durante os protestos, que começaram no dia 25 de janeiro e terminaram na sexta-feira passada com a renúncia de Mubarak.
 Dezenas de peças arqueológicas foram danificadas num museu no Cairo, indica uma primeira avaliação das autoridades. "Ao todo, 70 peças sofreram danos, mas vamos restaurá-las", afirmou esta quarta-feira o egiptólogo Zahi Hawass, principal responsável pela Arqueologia no Egipto. Após a retirada da polícia das ruas na sexta-feira à noite, o museu, que abriga jóias da época faraónica, como o tesouro do túmulo do rei Tutancamon, foi vítima de vandalismo, segundo a rede de televisão por satélite árabe Al Jazeera. Montras partidas, estátuas em pedaços e duas múmias destruídas são alguns dos prejuízos mostrados nas imagens da Al Jazeera, que conseguiu entrar no interior do museu.
Hawass, recém-nomeado ministro de Estado de Antiguidades, considerou que o vandalismo não foi maior devida à intervenção dos cidadãos egípcios que tentaram proteger as antiguidades.

Fonte: Terra Notícias.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Origem do Dia da Mentira

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem à meia-noite. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.
Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Descoberta de Cobra fossilizada



Nova técnica explica evolução das serpentes

2011-02-08
                                                                                
Uma nova técnica com aplicação em fósseis ajuda a perceber como é que as serpentes deixaram de ter patas. A tecnologia utiliza raio-X para fazer a reconstrução dos fósseis em três dimensões foi especialmente desenvolvida para analisar amostras planas de tamanho grande. No entanto, é a primeira vez que é usada para estudar fósseis. O estudo vem publicado no «Journal of Vertebrate Paleontology».
O grupo internacional de investigadores, liderado por Alexandra Houssaye, investigadora do Museu Nacional d'Histoire Naturelle em Paris, França, conseguiu detectar uma segunda pata graças a este método. O membro, no fóssil de uma antiga serpente – a Eupodophis descouensi –, com 95 milhões de anos e encontrado há dez anos no Líbano, não era invisível à primeira vista.
A pata tem dois centímetros de longitude e esta unida à pélvis da serpente (que devia medir uns 50 centímetros ao todo). Para o estudo, usaram um potente raio-X, e a equipa incluiu ainda cientistas do Laboratório Europeu de Radiação Síncrotron (ESRF) em Grenoble, França, além do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha.
Até à data, foram encontradas muito poucas serpentes fossilizadas que conservem ossos e patas e, por isso, os paleontólogos consideram esta a chave para estudar estes exemplares.
Alexandra Houssaye, autora principal do estudo, sublinha que este estudo é importante para entender o grau de regressão dos membros, mas não pode ser determinado apenas pela pata visível, mas também por alguns pequenos ossos.
As imagens a 3D e a alta resolução revelam que a estrutura interna das patas é muito semelhante à dos actuais lagartos terrestres. Contudo, os dados obtidos serão combinados com outras investigações que estão a decorrer, no sentido de determinar as origens das serpentes no mar e na terra.

Fonte: Ciência Hoje.

Essa descoberta é mais uma das diversas pontes que o Homem precisa construir para preencher as lacunas da evolução dos seres vivos no nosso planeta, principalmente neste espaço vazio que existe entre o desaparecimento dos dinos e o surgimentos do homem primata. Os dinossauros desapareceram ou estão no meio de nós, como animais que precisaram evoluir para sobreviver num novo ambiente reconstruído após a queda do meteoro? Esse é o grande mistério do nosso processo evolutivo.

Luciano.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fósseis de dinossauro de apenas uma garra nas patas dianteiras são descobertos na China.

                                                                                                                

Foram descobertos na China fósseis de uma espécie de dinossauro do tamanho de um papagaio de apenas uma garra em cada pata dianteira e supostamente utilizada para escavar formigas, informou um instituto chinês de pesquisa.
É a primeira vez que este tipo de fóssil de dinossauro foi descoberto no mundo, indica um comunicado do Instituto da Paleontologia e Paleantropologia de Vertebrados da China em seu site.
O dinossauro, conhecido como Linhenykus, foi encontrado em Linhe, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China. A espécie pertence à família dos terópodes, um grupo de carnívoros que descendem dos pássaros atuais.
Terópodes têm patas dianteiras curtas e caminham ou correm com as patas traseiras. A espécie com três garras foi descoberta anteriormente em outros lugares do mundo.
"A única garra pode ter sido utilizada para escavar formigas", revela o comunicado.
A redução digital é comum durante o processo de evolução de vertebrados, incluindo o dinossauro.
"O descobrimento de Linhenykus com uma garra mostra a complexidade e a diversidade da redução digital", indica o comunicado.
O paleontólogo chinês Xu Xing e seus colegas da China, Estados Unidos e Reino Unido descobriram o esqueleto parcial do dinossauro, incluindo os ossos da coluna vertebral, uma pata dianteira e patas traseiras quase completas entre as rochas do período Cretáceo Superior, próximas à cidade de Linhe, Mongólia Interior.
por Xinhua

                                                                                

sábado, 6 de março de 2010

Deus do Vento Asteca

Importante templo asteca descoberto debaixo de estacionamento no México
 
 
MÉXICO — Um templo dedicado a Ehecatl (Deus do vento), parte da área sagrada da cidade asteca de Tenochtitlan e onde podem ter sido feitos sacrifícios humanos, foi encontrado debaixo de um estacionamento no centro histórico da capital mexicana. Arqueólogos mexicanos fizeram a descoberta em dezembro passado na extinta cidade pré-hispânica, quando examinavam um prédio que até semanas atrás era o estacionamento de um hotel e onde os proprietários queriam fazer obras de ampliação. "É uma das descobertas mais importantes dos últimos anos", disse à AFP Raúl Barrera, diretor do Programa de Arqueologia Urbana do Museu do Templo Maior (centro religioso de Tenochtitlán) e chefe das escavações. Atrás de um antigo portão de madeira verde, em uma movimentada rua da capital mexicana, um trator trabalhava abrindo um buraco no qual uma dezena de especialistas deixaram descoberta a parte traseira da estrutura circular, construída entre 1486 e 1512. Semanas antes da descoberta, apenas um seleto grupo de pessoas teve acesso aos restos já descobertos de dois pilares superiores do templo, um deles quase intacto, assim como a base circular no centro da pirâmide, sobre a qual originalmente se erguia uma estrutura em forma cilíndrica.
De acordo com as referências históricas, este templo construído para adorar Ehecatl tinha 14 metros de diâmetro, um teto cônico de palha e uma entrada em forma de boca de serpente, relacionada ao deus Quetzalcoatl ('serpente emplumada', na língua nahuatl). No entanto, a parte frontal do templo não poderá voltar à superfície porque se encontra enterrada sob um prédio colonial contíguo que atualmente sedia o centro cultural Espanha, considerado patrimônio histórico. "A forma circular se relaciona com o redemoinho e, na cosmovisão, é uma alegoria, mas sua forma arredondada permite que o vento circule", acrescentou Barrera. "As fontes históricas mencionam que neste edifício eram realizados sacrifícios humanos", mas ainda não foram encontradas ossadas com marcas desta prática ou alguma representação em pintura que o confirme, afirmou Barrera ao visitar os trabalhos arqueológicos. No número 16 da rua da Guatemala, onde foi feita a nova descoberta, se misturam pedras da construção do templo asteca, vestígios de um edifício colonial erguido no século XVI, que veio abaixo no grande terremoto de 1985, e materiais da construção que abrigou o estacionamento. "Os restos do jogo de bola (mesoamericano) também estão sepultados na rua da Guatemala, muito perto daqui, e ao norte estariam os restos do edifício que foi o Calmecac", a escola dos nobres astecas, explicou. O templo de Ehecatl, relacionado com Tlaloc (Deus da chuva) e a agricultura, bem como o jogo de bola, vinculado à guerra, eram lugares sagrados para os astecas, que fundamentavam sua cultura nestas duas atividades. O cenário neste pequeno prédio é uma amostra do que acontece em cerca de 250.000 metros quadrados do centro histórico da capital mexicana, onde convivem diferentes épocas da História, uma sobre a outra, com uma dezena de edificações subterrâneas que formavam o centro sagrado de Tenochtitlan.

Egito Antigo

Descoberto no Egito sarcófago de rainha desconhecida
 
 
CAIRO — Uma missão de arqueologia francesa descobriu, perto do Cairo, o sarcófago de uma rainha da sexta dinastia até agora desconhecida, anunciou nesta quarta-feira o serviço de antiguidades egípcias.
Identificada como Bahnu, ela foi "uma das rainhas da VI dinastia, que reinou no Egito de 2.374 a 2.192 antes de Cristo. Mas, por enquanto, não sabemos se era esposa de Pepi I (2.354-2.310) ou de Pepi II (2.300-2.206)", revelou, em comunicado, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), Zahi Hawass. Segundo Philippe Collombert, chefe da equipe francesa, se tratava "provavelmente" da esposa de Pepi II. "Estamos contentes por acrescentar uma rainha até agora desconhecida à história do Egito", disse à AFP Collombert, que é diretor da missão arqueológica francesa de Saqqara e professor da Universidade de Genebra. A missão fazia escavações na pirâmide que se revelou ser da rainha Bahnu, situada entre um grupo de pirâmides de rainhas, perto da do faraó Pepi I, ao sul da pirâmide escalonada de Saqqara, ao sul do Cairo. A equipe descobriu o sarcófago de 2,6 metros de comprimento e um de altura na câmara funerária.
Em uma lateral do sarcófago, hieróglifos indicam que a rainha é "a esposa do rei e sua amada".
No entanto, a câmara sofreu alguns saques, provavelmente na época do "primeiro período intermediário" (por volta de 2.200 antes de Cristo). No interior do sarcófago não há mais nada além de bandagens de linho que serviram para envolver a múmia de Banhu, pedaços de madeira, fragmentos ósseos e cacos de cerâmica.
Galal Muawad, inspetor de antiguidades que trabalhou com a equipe francesa, destacou que descobertas deste tipo são muito pouco frequentes. "A raridade deste sarcófago (...) se deve ao fato de que o corpo principal é de granito rosa, enquanto a tampa é de basalto negro", disse.